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quarta-feira, janeiro 02, 2013

Bom ano...Boa vida a tod@s!




Todo inicio de ano é a mesma  coisa...Aquele lance de escrever uma lista para cumprir metas ou sonhos. Enfim... não critico quem o faz, acho até legal. Eu mesma já fiz várias vezes... Todavia, no tempo já, não me interessam listas e sim as batidas do meu coração... E por elas que seguirei... e são os descompassos deste meu  músculo involuntário amalucado  que me fazem ser uma pessoa melhor e realizar minhas melhores e certeiras escolhas. Só há um caminho para mim: Sambar no descompasso cardíaco. Por isso rasguei as listas, espantei os devaneios e decidi viver, parafraseando o lindo do Paul Singer, a utopia concreta de viver e ser eu. 

Sambando seguirei meus (des) caminhos: errando ou acertando. Entendendo que a vida não é e nunca será uma linha reta e sim uma montanha a ser (re) descoberta ( assim como aqueles aparelhinhos que medem as batidas cardíacas – eletro- cheio de descidas e subidas: isso é a vida!). Compreendendo mais a cada dia que a vida urge e que Kronos é um puta de um sacana mandão...portanto, desafiá-lo também é fundamental; senão  meu samba não irá para avenida. 

Há um tanto de sonhos concretos aqui no meu peito. E meu coração indica a saída pela esquerda (sempre) e é lá que mora um tanto de Daniela; todos os meus desejos e também um bocado de amor para compartilhar com a vida, pessoas e universo. Porque só amor interessa também...  e que neste ano(2013), a gente se despeça das pessoas sempre com beijo e com uma  pequena morte(abraço), que a gente diga as coisas que sente no exato momento que as sente, entendendo que isso não é habeas corpus para ferir outra pessoa( isso é maturidade de lidar com sentimentos) e que a gente ame e seja amado na intensidade das batidas do nosso coração. Sigo, no momento já,  em direção a avenida para preparar meu show...e sair como rainha de bateria dessa escola de samba que é a vida! 

Obs: São as pessoas ao me redor que me tornam melhor e mais feliz. E sim...a vida é feita de momentos felizes que só acontecem no coletivo. Olhar pra dentro da gente é importante para nos (re)construir...mas alegria é composta de sorrisos coletivos. =) Chega de lição de auto-ajuda( esse lance de procurar a felicidade dentro da gente – propaganda da literatura capitalista)...quando a solução é o amor...o coletivo. Ame mais...=) 

TRILHA SONORA DO POST - NÃO DEIXE O SAMBA MORRER - NA VOZ DE MARIA RITA  



sexta-feira, dezembro 28, 2012

Sobre despedidas...




Sempre tive dificuldade com despedidas, mesmo sabendo que elas podem ser renovadoras e boas na vida, talvez porque dizer adeus ou se despedir tenha muito da morte e da certeza de finitude. Afinal tudo no mundo é finito e a gente faz questão de ignorar isso por medo da verdade... não sei dizer. Sei que parafraseando o poetinha, só acredito em mais de uma vida se tiver um documento  com assinatura de Deus e firma reconhecida...senão prefiro viver intensamente essa atual. =)

O ano de 2012 revirou minha vida. Virou-me do avesso. E de repente (re)descobri que o avesso é meu lado correto, dá pra compreender? Em nove meses minha vida retomou as cores, intensificando-as em cada gesto meu... e em cada nova pincelada me (re) desenhava. Conheci nov@s amig@s( Luh Manfredini, Rafael Botaro, Luciano Cruz, André Gomes, Soninha, Helder Soares, Márcio Martins, André Baldinoti, Wilza Matos, Luciana Santos, Marquito,  Silvana Galvão, Cassiano Leite, Carmem Carvalho, Doutor fofinho, Adrialdo, Elias Praciano, Felipe Dias entre tant@s outr@s que daria um post nominá-los. Mas todos estão no meu coração - decorados.) que me modificaram na essência, (re)encontrei outras amizades que ganharam uma força infinita, né Ana Carolina Vernaschi? Solidificou mais as velhas amizades – mesmo na distância  e correria do dia a dia -, né Ricardo Bueno,  William Lima, Débora Battaglia, Eliana Bastos, Eduardo Bastos, Juliana Reduzino, Valéria Barros, Ricardo Kawada, Camila Melo, Hamilton Mendes e Amilton Shimabukuro. =)  Isso tudo me fez uma pessoa melhor, mais tolerante, mais humildade e sei que todos me amam como eu sou...sem tirar nem por. Também, neste ano, ganhei e perdi amores intensos que quebraram todos meus paradigmas e me mostraram que o amor deve ser natural...Mas tudo que passou valeu cada segundo e eu não me arrependo dos amores perdidos e nem dos encontrados...ou sempre (re)encontrados. Vivi. Amei. Sofri. Chorei ao extremo. Todavia são esses sentimentos que me compõe... assim como os acordes de uma sinfonia...sutil ou não. Assim é a vida. =)

Neste ano também aprendi a amar o que eu faço de oficio e me percebi um coringa, podendo transitar com facilidade por todas as áreas de conhecimento ou técnica. Trabalhando na Secretaria Municipal da Cultura de Marília (re) descobri minha vocação... e percebi que quando se trabalha com o que ama...a vida é mais que uma aquarela de cores e tudo que tem som e cor me comove de um tanto.... Assim deveria ser com tod@s. Tive um chefe que não era chefe e sim um companheiro/irmão, né André Gomes? E tive mais...um (re) encontro comigo mesma numa cidade que eu já não cabia mais...E se agora caibo é por tod@s as pessoas que modificaram minha vida neste curto e intenso período.

Ontem cheguei a Secretaria e a sala do Rafa estava vazia... Senti-me vazia...(des) preenchida porque amigos e profissionais como esse camarada é difícil de arrumar na vida. A sala do André também sem ele é um tanto estranha...Tudo se despede. Mas tudo se renova também. E o que eu sou hoje...é resultado de tudo que vivemos ao extremo, os finais de semana que prazerosamente trabalhamos e a vida, sonhos que compartilhamos sempre juntos. Resgatei a importância do coletivo...e o meu marxismo aflorou de vez – saiu do armário-...mesmo que ainda faça política com estomago...hoje graças a vivencia consigo compreender muita coisa. Obrigada, André! Obrigada a tod@s!

Quando eu olho pelas portas as mesas vazias... meu coração aperta, meus olhos marejam e sinto uma saudade sem complementos de tudo que vivemos...em comunhão.

E por estas mesmas portas felicitei com um belo sorriso as nossas mais orgulhosas realizações. Mais que a realização, o contentamento trouxe consigo um presente: a cidadania reconquistada, uma alegria original e um carinho fraterno, profundamente acolhedor, responsável pelo sorriso de todas as manhãs, tardes e noite.

Foram histórias compartilhadas, explodiram em risos de cumplicidade, experiências, dias de chuva e dias de sol. Foram aprendizados enormes: humanizadores. São amigos e saudades nesta rota da qual sempre esperarei mais e mais. Idealista vim para cá. Idealista continuo e acreditando que juntos sim...poderemos construir um mundo melhor.

Acreditarei no melhor do futuro, a presença de todas/os em meu cotidiano...E sim nos modificamos...e assim crescemos...e assim seremos. Obrigada por terem me devolvido o gosto da vida. =) 

Momentos  bem vividos =)




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Trilha Sonora do post - Encontros e Despedidas

terça-feira, novembro 27, 2012

NECESSITO

Necessito de um bom dia quente como sol, de um sorriso e uma alegria que vai além do sorriso, como se fosse a própria alma revelando-se no momento matutino como um girassol.

Necessito de ovomaltine, de beijinhos, de pequenas mortes (muitas), de um olhar que diz coragem, meu amor!

Necessito de mãos dadas, fôlego de nadador, de café todas as manhãs e sempre compartilhado como se a existência nascesse ali...no momento do beijo com gosto de café. E assim nos refizermos diariamente.

Necessito de canções. Todas. Todas. Porque todas dizem de mim, de nós, da vida. E de um bocado de sonhos guardados no lado esquerdo do leito.

Necessito cantar, gritar, amar, dançar, recitar...sem medida.

Necessito uma boa taça de vinho para terminar a noite. Sempre Malbec e todos os devaneios do mundo.

Necessito do vermelho, do amarelo, de Van Gogh e até do surrealismo do Magritte. Descobri no impressionismo um surrealismo que preciso depois de ti.

Necessito da sintonia contida nos corações. Sentidas. Sincronizadas, faladas ou caladas.

Necessito de um bom livro para viajar o mundo contigo. Necessito ler para ti.

Necessito do doce que há no beijo. Do doce que há na panela e até no supermercado. Porque doce é a vida ao teu lado.

Necessito de fala mansa, cheiros amadeirados e de terra molhada. Necessito do cheiro do campo que se mistura ao teu.

Necessito da pressa de ser e viver e ao mesmo tempo da calma de um olhar perdido no meu. Mergulhado.

Necessito de uma boa noite escancarada e cheia de saudades, mesmo quando o tempo acusou separação por 5 minutos, porque a saudade não tem tempo e muito menos espaço.

Necessito de um amor contido, mas gritado... dialeticamente intenso.

Necessito de um guarda-chuva vermelho para além da chuva... Caminharmos compartilhando.

Necessito de comunhão de sonhos e da utopia concreta que mora em ti.

Necessito do ar, da música, da poesia, da comida, da água, do amor, da amizade e mais que tudo isso... Necessito como nunca necessitei de nada quando me vejo retratada em tua pupila dilatada... em descompasso com o teu coração.

Necessito de acordes sutis e de praças públicas.

Necessito de Paris, Buenos Aires e dos bairros boêmios pelo mundo.

Necessito de samba...sim de samba...para sambar no teu coração e sentir o ritmo que mora em nós.

Necessito de ócio para vagabundear contigo.

Contudo o mais engraçado é que não necessito de nada quando me tocas. Tudo se congela e o mundo se principia...

TRILHA SONORA DO POST - AINDA BEM - MARISA MONTE  

domingo, novembro 11, 2012

Canções clandestinas



Há certas canções que proseiam com nosso âmago copiosamente, outras menos; todavia os acordes quebram o silêncio interno de um mundo pouco conhecido só nosso, o qual poucos enxergam ou compreendem. A música tem esse poder terapêutico de nos revelar a vida e para nós mesmos. 

Não consigo imaginar um mundo ideal  sem os sons e suas canções, seria como uma comida sem gosto/tempero – o tanto faz -. Afinal é  a música que nos tira  do tédio existencial com a possibilidade de gritar algo que não pode ser revelado, por vários motivos, mas que nas letras e acordes são cantados e escancarrados. Por isso há canções clandestinas para cada um de nós, para cada momento ou não, apenas para podermos olhar mais profundamente aqui dentro de nós. 

Cada post deste blog tem uma trilha sonora clandestina  e não é à toa não. É bem proposital, porque cada letra é análoga a uma nota musical, mesmo que obedecesse ao sistema tonal. Porque na música há muito de exato como na matemática. E poucos são os compositores que ousam desafiar  a lógica e ordinário; isso também soa muito clandestino, né Schoenberg

No Brasil o gênio que ainda desafia o sistema tonal  se chama  Arrigo Barnabé ( E viva Londrina/PR, onde morei por 6 anos da minha vida – que teve como filho tão brilhante artista -  )  – quase – infelizmente-  um desconhecido, né? :( - Ah! O - nosso ícone da bossa nova - Tom Jobim também subverteu, ainda, que de modo tímido o sistema tonal... e se fez clandestino – dodecafônico -. Enfim, na música como na vida são escolhas... que nos fadam ou não a marginalidade ou ao lado B. É...é  o impulso, e não a lógica, que move a arte. 

                                                                Subversiva e clandestina

 E eu como boa seguidora dos artistas “ malditos” e “ subversivos” afirmo que as melhores decisões da minha vida foram as tomadas no impulso - um instinto natural -, pois toda vez que refleti sobre escolhas, logicamente, tomei o caminho contrário a própria vida: o coração. Por isso agora ouço Arrigo e sigo clandestina como ele...  “ ...Não me pergunte nada, me deixe apenas vendo o seu corpo lindo, lindo para mim...E não se esconda tanto...pois o seu corpo chama um outro corpo solto sobre o seu...E eu bem sei é o meu! “ 

Trilha sonora do post - Suspeito - Arrigo Barnabé 



terça-feira, novembro 06, 2012

Perdoa-me...


Perdoa-me por te querer tanto...
Por querer o tudo e o nada,
Por querer-te sem explicação, medida ou
Desmetida...insamente e simples.
Perdoa-me por sentir... sentir tanto que dói em ti.
Perdoa-me porque todos os cafés que  não compartilhei contigo.
Perdoa-me mais... por todo sorriso que te neguei...
Por todo beijo que não te dei... e pela pequena morte que não houve.
Perdoa-me por te querer tanto... tanto...que quase não sou. Somos.
Perdoa-me por ter tomado o litro de malbec reserva sem você.
E por todo jazz não dançado.
Perdoa-me porque não cozinhei para ti  e nem divide minha banheira.
Perdoa-me pelos nossos quereres( eu+tu) sonhados e não comungados.
Perdoa-me por meu olhar ousado, enquanto o teu era contido.
Perdoa-me por falar como uma boba. E sempre dizer a coisa errada.
Perdoa-me por ainda não estarmos juntos e por todas as vezes que agi como tola.
Perdoa-me mais... por nunca ter saído da sua vida. Nem por um segundo.
Perdoa-me pela minha arte infanto-juvenil e pelo meu coração cheio de colesterol.
Perdoa-meu pelos meus cabelos que você não viu curtos e agora não os nota crescendo.
Perdoa-me pela roupa nova costurada feita sob medida para ti, todavia nunca vista.
Perdoa-me pelo maiô novo da natação azul. Pela bicicleta e pelo tênis da corrida que você não me ajudou a escolher.
Perdoa-me por todos os momentos que não estive contigo...
Mas perdoa-me mais por ser tão estúpida: Por não compreender tuas canções, dores, silêncios, tempos e sonhos.
Perdoa-me porque todas as minhas letras sempre foram para ti.
Perdoa-me meu excesso de superlativos e possessivos.
Mesmo quando tudo estava perdido.
Perdoa-me porque entendi que te perdoei, apenas, por você me querer e amar como um girassol.


Ps: Sempre o tu...mesmo no imperativo. 

Trilha sonora do dia - Save a Prayer - Duran Duran 



terça-feira, outubro 30, 2012

O uso da palavra AMANTE


Eu gosto da língua. Gosto de todos os usos e abusos deste órgão muscular. É dele que se inicia a vida: o paladar para as coisas mundanas e o verbo...Gosto das articulações da língua na boca quando as pessoas falam. Geralmente presto muita atenção porque é um tanto sensual ler antes  o som da língua...a boca. 

E por gostar da língua e todo seu campo semântico ( inclusive o mais pornográfico) , eu amo na mesma intensidade as palavras e suas etimologias. Ontem, por exemplo, me peguei pensando na palavra AMANTE. Ai...Este latim vulgar de quem ama, amador, apaixonado...ai esse latim que me indica exatamente o que o que sou: UMA AMANTE DA VIDA. Uma amadora nata. Amadora para coisas da vida. Mas que ama...no limite.

Confesso... Não gosto do valor que a palavra adquiriu durante os anos de uso: caso extraconjugal, amasia, enfim este uso é reduzir a possibilidades de amor, né? Mas o fato é  que a sociedade não sabe amar, então se utiliza de vocábulos bonitos como AMANTE para desmoralizar o amor.  

No uso ordinário da palavra amante eu já estive dos dois lados. Já fui amante e já fui traída. Acredito que todas as mulheres deveriam passar por esta experiência, porque é rica. Ser traída também é interessante, porque te tira da zona do conforto e te faz (re)pensar em quebras de paradigmas e não se achar ao última bolachinha do pacote ( te faz perdoar e ser mais terna). Trair te traz a feminilidade máxima e o desejo de ser uma devoradora de homens (também é ótimo e sem ser hipócrita uma maneira interessante de amar sem amarras sociais). Talvez a monogamia seja uma utopia...não sei. Todavia sei que há pessoas que controlam o desejo sexual e são monogâmicas por opção e assim são felizes... Assim como resistir a um bolo trufado de chocolate com nozes porque ele vai te engordar... e  muitas vezes o sabor não compensara as  calorias ingeridas, não diferentemente é no sexo, né? Ou seja são escolhas individuais e sem julgamentos de cada um...Cada um leva a vida da forma que quer...da maneira que vai a sina do seu coração. Sem precisar necessariamente ser carimbado ou taxado. Evitemos rótulos.

Mas é o uso não abusado e extraordinário da palavra AMANTE que eu tanto AMO. E eu  como boa amadora sei que sei amar... Porque eu sou uma amante do mundo... eu amo tanto que dói o âmago. Amo sem limites, pudor, magoas, interesses... Amo simplesmente. Amo a lua cheia, a minguante, a nova e a crescente. Amo o sol e os girassóis, os guarda-chuvas e o carinho da proteção. As pessoas, suas dores, alegrias e sonhos compartilhados. Ser amante me levou a entender amarant (do grego - Amarantos)...e mais que amante sou amarant. Porque o que sinto não murcha, não é efêmero. O que sinto sou eu na essência. Amemos então... Conjugando o verbo amar e sendo amante como as inflorescências... Elas  são boas amantes.  

 TRILHA SONORA DO POST - FUTUROS AMANTES DO CHICO BUARQUE 

segunda-feira, outubro 29, 2012

Nota sobre a hetero-norma e amizade


Nossos pés. Eu e uma das pessoas mais relevantes da minha vida. Além da genética há coração

Parafraseando o poetinha – Vinicius de Morais – eu não faço amigos e sim os reconheço: Independentemente da orientação sexual, da conta bancária, ideologias partidárias ou não, raça e religião. Enfim... Reconheço meus/minhas amig@s no aperto de mão, no abraço, no primeiro olhar, nas dores compartilhadas com ou sem malbec, nas alegrias festejadas e no dia a dia dividindo sonhos e pesadelos. Amigo é um bocado de companheiro, NE? Porque no final é sempre @s amig@s de fato que estão lá para nos darem as mãos e o conforto de uma doce palavra e de nos mostrar a primavera.

Na sexta-feira me fizeram uma indagação surreal, mas real – infelizmente – para o senso comum ou para pessoas sem sensibilidade... E é isso que mais me machuca. Bem...Questionaram-me sobre o motivo de os meus amigos, em sua maioria, serem gays. Achei de uma indelicadeza, mas tentei ser tolerante. Disse para a pessoa que não escolhia amigos pela orientação sexual, que para mim isso não importava e que não gostava de rotular pessoas.

Todavia...A pessoa insistiu e ainda disse o pior: É ...mas você possui muitos amigos homens gays. Os homens vão achar que você tem namorado e não vão chegar em você. E você vai ficar sozinha, porque homem não chega em mulher acompanhada. Nessa hora me segurei... respirei....E respondi que quem me quisesse  ter sexualmente iria vir a mim de qualquer maneira e que gente que pensava assim pouco me interessava...e o resto não me importava. Mas gentchiii....prestaram atenção de como é carregada de preconceito a fala dele: além de homofóbica é machista ao extremo. Muito para meu coração aguentar, né?

E não parou por ai...Porque desgraça pouca é bobagem, né mesmo?  Insistentemente o “ SER”  foi além...Disse mais. Você anda muito com lésbica vão pensar que você é SAPATÃO. Nesse momento eu tive vontade de agredir o camarada. Respirei novamente. Tive vontade de chorar com tanta imbecilidade e limitação. Eu disse novamente: não escolho amigos eles me reconhecem. E não limito minhas relações pela orientação sexual. Na verdade acho que gênero, orientação sexual é o que menos importa numa relação fraterna, mas você é muito idiota para compreender isso. Tenho pena de você. A pessoa me olhou e me acusou de ser grossa. Enfim...Para hetero-norma eu ainda é que sou a GROSSA. E homofobia não existe, né? Machismo também não...e eu quero mais é sumir para não ouvir mais idiotices como essa. Cadê o moço do disco voador?

Para falar de amor e amizade:
















Compartilhando o guarda-chuva com uma amiga, a qual queria me proteger do sol. =)

A nota é para dizer que cansa tentar explicar e falar de amor para quem não quer ouvir e não sabe amar... Sinto-me gritando numa caverna...só ECOS. Também quero dizer que se a maioria dos meus amigos são gays, isso é o que menos importa. #FicaaDica O que vale é o coração de cada um e a pessoa fantástica que tod@s são. Se pudesse escolher amigos e não reconhecê-los: seria sempre pelo coração. Coração para coração. Nada mais. Contudo esse mundo não vale o mundo, meu bem!

Obs: Dedico esta postagem a uma das minhas melhores amigas, companheira, irmã de toda hora: Luh Manfredini. E reafirmo aqui todo amor, amizade e carinho que tenho pelo ativismo dessa moça. Pela coragem de ser quem ela é... E dizer: Tenho orgulho de ser sua amiga! Também dedico este post a tod@s meus/amig@s LGBTs tão perseguidos por esta sociedade doente. E dedico, por final, para tod@s que entendem o valor da amizade.

Obs2: Já sofri acusações de estar saindo com amigos homens heteros também. Portanto não há saída, então...liguei o foda-se de vez...

TRILHA SONORA DO POST - ESSE MUNDO NÃO VALE O MUNDO - TEATRO MÁGICO