sábado, outubro 15, 2011

Eu também quero ser professora. #DiadoProfessor


Lembro-me que a primeira vez que percebi que eu queria ser professora foi  cursando o curso de comunicação na UEL. Estava fazendo o Trabalho de Conclusão de Curso com duas amigas e nosso tema era voltado para comunicação e educação.  


Foi a primeira vez que li Paulo Freire na vida. Eu devia ter uns 21 anos... Li “ Educação como prática da liberdade”, “ A pedagogia do oprimido” e “Extensão como comunicação” e vou confessar: foi paixão a primeira vista/lida, dessas avassaladoras...que tiram o ar e deixam a gente sem complemento. Porque para mim sem paixão não é possível ensinar e aprender de fato. É nas nossas paixões que somos mais verdadeiros e nela mora o desejo da comunhão com o outro. 


Por isso eu me considero mais educadora do que Relações Públicas. E, talvez por essa aceitação, sinto-me mais humana e orgulhosa de minhas escolhas. São nas minhas paixões que eu começo a existir de fato. 


Algumas considerações sobre o professor, escola e sistema 

Hoje em dia o próprio sistema capitalista desvaloriza, infelizmente, o professor. Percebemos esse fato no dia a dia, nas conservas de bares, supermercados e com a família. E essa desvalorização que passa pelo campo social, filosófico, econômico e cultural desmotiva o professor a lutar pela educação. Quando penso em professores não penso em pessoas técnicas e sem em revolucionários, os quais terão influência decisiva na vida dos alunos. Principalmente nos primeiros anos escolares. 


O professor deveria ser formador de cidadãos, mas para isso – hoje- ele necessita primeiro reconhecer sua própria cidadania, a qual também é esquecida devido a tanto desprezo da sociedade.  Só  assim ele realmente poderá transformar a escola formal em uma alavanca de mudança social. Porém, sabemos que nosso próprio sistema não quer isso... Por isso a luta é árdua e exercer a democracia cansa. Todavia é preciso coragem e força para continuar...Afinal são nas adversidades que estão as melhores lutas.

Para mim todo professor deveria ser um educador nato. Pois como educador ele formaria cidadãos que teriam autonomia e quiça poderiam consolidar a sua participação nos processos e movimentos sociais que é o que constitui verdadeiramente uma democracia.


Mesmo com algumas transformações na área educacional. Ainda vemos muito hoje aqueles professores de “ educação bancária”, aonde o aluno só é um mero receptor estático , além disso, os conteúdos são desvinculados do seu cotidiano. Como linguista sempre bato nesta tecla: é preciso  criar paixão pelo aprendizado,  o aluno deve se sentir incluído e perceber que o conhecimento também é aplicado em seu dia a dia. 


Infelizmente ou não (depende da ótica),  a criatividade e o diálogo são fatores decisivos na educação. Sabemos qeu o sistema não os valoriza. Ai cabe a cada educador formulá-los em suas aulas de maneira em que o aluno participe, dialogue, ensina e aprenda. Parafraseando Paulo Freire a escola ainda não gerou homens de diálogos porque ele  impõe-se como o caminho pelo qual os homens encontram seu significado enquanto homo sapiens.


Desejo amor, coragem e força a todos os educadores. A luta é diária.

Um comentário:

Ricardo Soares disse...

Professor! Ganha pouco binha.